Em 25 de setembro de 2026, a Microsoft apresentou uma nova versão do Copilot. O anúncio, assinado por Jared Spataro no Official Microsoft Blog, trouxe três capacidades no app (Home, Code e Autopilot), uma nova forma de organizar extensões, os plugins, e ferramentas para gerenciar o gasto com IA.

De agentes a plugins

Em um post de 30 de setembro na Tech Community, a Microsoft detalhou que, na interface do Copilot, o termo "Plugins" passa a ocupar o lugar de "Agents". Segundo a Microsoft, um plugin é um pacote que pode reunir três tipos de capacidade:

  • skills, instruções reutilizáveis para trabalhos especializados;
  • conectores, que dão ao Copilot acesso aprovado a serviços e dados;
  • agentes, que adaptam o Copilot a usos específicos.

A empresa diz que os agentes continuam sendo parte importante da extensibilidade do Copilot. A mudança agrupa as três peças num formato que usuários encontram num menu único de Plugins e que administradores gerenciam num só lugar. A página de Plugins substitui e amplia a antiga página de Agents.

Um registro central

Junto com o novo Copilot, a Microsoft anunciou o plugin registry, um catálogo único que junta plugins da própria Microsoft, de parceiros e criados internamente. O registro começou a ser liberado no anúncio, com disponibilidade geral prevista "nas próximas semanas". Segundo a empresa, mais de 100 plugins já estão disponíveis, para áreas como finanças, vendas, gestão de projetos e desenvolvimento de software.

O controle fica com a TI. No Agent 365, dentro do centro de administração do Microsoft 365, administradores podem revisar plugins, liberar ou bloquear cada um e atribuí-los a usuários ou grupos. Também podem acompanhar versões, ver onde cada plugin está em uso e decidir quando ampliar, limitar ou retirar. Desenvolvedores e parceiros publicam o pacote uma vez e ele passa pela aprovação da organização.

O custo entra no produto

O mesmo anúncio separa dois modelos de cobrança. Uma licença por usuário cobre o uso cotidiano, como respostas rápidas, rascunhos e resumos, a custo fixo. Já o trabalho agêntico, incluindo Cowork, Code e Autopilot, roda com cobrança por uso.

Para acompanhar esse gasto, a Microsoft ampliou a gestão de custos no Agent 365. Administradores podem definir políticas de gasto, encaminhar pedidos de crédito para fluxos de aprovação e escolher quais famílias de modelos cada grupo pode usar. A empresa prevê para outubro o suporte a agentes criados no Copilot Studio. Usuários passam a ver o próprio consumo de créditos dentro do Copilot.

Datas de disponibilidade

Segundo a Microsoft, Home e Code começam a chegar ao programa Frontier nas semanas seguintes ao anúncio, e o Autopilot entra em private preview no fim do mês. O Copilot Managed Runtime, infraestrutura que hospeda o código criado no Copilot dentro do ambiente da empresa, está em preview.

Um checklist para o gestor

O desenho anunciado coloca governança e custo dentro do próprio produto. Para quem administra o Copilot numa empresa, algumas definições ajudam a chegar preparado:

  • Quem aprova plugins. Definir o responsável e o critério para liberar um plugin novo, especialmente os que trazem conectores com acesso a dados.
  • Para quem cada plugin vale. Usar a atribuição por grupo em vez de liberar tudo para todos.
  • Política de gasto. Decidir limites e o fluxo de aprovação de créditos antes de abrir o uso de Cowork, Code ou Autopilot.
  • Modelos por grupo. Escolher quais famílias de modelos cada área pode usar, sabendo que isso também limita a escolha automática do Copilot.
  • Revisão periódica. Acompanhar onde cada plugin está em uso e retirar o que não tem dono.

Fontes

  • Microsoft, Official Microsoft Blog, "Introducing the new Copilot with Home, Code and Autopilot", Jared Spataro, 25/09/2026.
  • Microsoft Tech Community, "Introducing the plugin registry - one place to discover and govern plugins for Microsoft Copilot", Rob Howard, 30/09/2026 (refere-se ao anúncio de 25/09).

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